quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

6ème - A Civilização Egípcia: a vida quotidiana

VESTIR-SE, LAVAR-SE E MAQUILHAR-SE

     Os Egípcios vestem-se ligeiramente: um saiote para os homens, um vestido para as mulheres. Ricos ou pobres, usam jóias que são acima de tudo amuletos.

Vestuário de linho branco
O vestuário é confecionado em linho. Trata-se de um tecido fresco quando está muito calor e quente quando faz mais frio. A lã é usada muito raramente porque é de origem animal e considerada impura. O tecido é quase sempre branco: os Egípcios utilizam, com efeito, poucos corantes. Alegram o seu aspeto com colares de flores, jóias e contas cosidas.
A moda egípcia

Saiotes e vestidos
Os homens vestem geralmente um saiote seguro na cintura por um simples cordão para os mais pobres e por um belo cinto para os mais abastados. Usam por vezes saias e túnicas. As mulheres envergam vestidos muito justos, presos nos ombros por finas alças. No Império Novo, os vestidos são mais largos e cobertos por uma túnica. As indumentárias de festa distinguem-se pela delicadeza do seu tecido quase transparente e pela elegância das suas pregas.

Pés descalços ou com sandálias?
Os Egípcios só se calçam no interior das casas. No exterior, andam quase sempre descalços, com as sandálias de papiro, ráfia ou junco presas ao cinto ou transportadas por um servo.

Como se lavam os Egípcios?
Devido ao forte calor, os Egípcios lavam-se todos os dias. Nas casas mais ricas, é reservado um compartimento para a sua higiene. O sabão não existe, os Egípcios utilizam um sal extraído do solo ou uma mistura de cinzas e argila. Depois de se terem lavado, homens e mulheres nutrem o corpo com pomadas que amaciam a pele e perfumam-se com essências vegetais.

A arte do penteado
Os homens barbeiam-se com cuidado e mandam cortar o cabelo regularmente. No Império Novo, as mulheres têm os cabelos compridos. Nos dias de festa, tanto uns como outros usam perucas perfumadas e compostas por cabelos verdadeiros ou fibras vegetais.

Pente em marfim do faraó Ouadji. Museu do Cairo, Egito.
Uma maquilhagem cuidada
Os homens e as mulheres, e às vezes mesmo as crianças, maquilham-se. Desenham o contorno dos olhos com um traço de khol negro e pó verde extraído da malaquite (um mineral dessa cor). As faces e por vezes os lábios são pintados de vermelho obtido a partir de pós naturais misturados com óleo. A hena, fabricada com uma planta seca e reduzida a pó, é utilizada para tingir os cabelos, as unhas, a palma das mãos e a dos pés. Estas maquilhagens exigem substâncias, por vezes raras, provenientes de longe e que são caras.

As jóias
Todos os Egípcios se adornam com jóias que são supostas protegê-los contra os perigos da vida e, em especial, da má sorte. Os colares mais simples são constituídos por um cordão com uma pequena concha. Os mais ricos usam jóias muito delicadas adornadas com pedras preciosas (lápis-lazúli, turquesa, ametista,…), marfim, prata ou contas de vidro. Os ourives cinzelam anéis, pulseiras, argolas, brincos,...
Colar de Senefer. Museu do Louvres, França.

ALGUMAS PERGUNTAS
1. Com que tipo de material eram confecionadas as roupas dos Egípcios?
2. Explica, por palavras tuas, como se lavavaml os Egípcios.
3. Nos dias de festa, que tipo de penteado usavam?
4. Que materiais são usados pelos ourives?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

6ème - A Civilização Egípcia: o papiro

O PAPIRO, A PLANTA QUE SERVE PARA TUDO


     O papiro serve para confecionar as folhas de papel sobre as quais os escribas escrevem. Mas esta planta, símbolo do Egito dos faraós, tem inúmeras utilizações.



Onde crescem os papiros?
Desenvolvem-se nas zonas pantanosas. São particularmente abundantes no delta do Nilo. As suas hastes, de forma triangular, têm a grossura de um braço. Atingem três a quatro metros de altura. Na extremidade, as folhas formam uma larga corola.
A planta do papiro (cyperus papyrus)

A colheita
Começa quando as hastes são suficientemente altas mais ainda flexíveis. Os operários cortam os papiros sem arrancar as raízes. Trabalham na lama, tendo cuidado com as cobras, crocodilos e hipopótamos. Reunidos em molhos, os papiros são em seguida transportados no dorso de bois ou de burros.
Os molhos de papiro eram usados no fabrico de barcas.
Útil para a confeção de barcas
Não há florestas no Egito e a madeira importada é reservada à construção de grandes navios. As barcas são portanto fabricadas com feixes de papiros ligados entre si. As velas e os cordames são também tecidos com papiros.

Como se obtém papel a partir de papiros?
A casca é retirada e a medula (o coração) é cortada em finas lamelas (1 e 2), que são esmagadas com um maço. Depois de terem sido demolhadas em água para amolecerem, as finas tiras obtidas são estendidas a direito e depois cobertas com uma segunda camada disposta no sentido contrário (3). A folha é em seguida abundantemente molhada e bem martelada (4 e 5). Dessa forma, a seiva da planta cola solidamente as tiras entre si. Resta apenas deixar secar esta folha para que ela esteja pronta para ser utilizada (6). As folhas são depois muitas vezes reunidas umas às outras a fim de formarem rolos.
A preparação das folhas de papiro
Um papel resistente
A folha de papiro tem numerosas qualidades: é flexível, enrola-se sem se rasgar, não absorve a tinta e conserva-se muito tempo. Mas essas belas folhas são caras porque demoram muito a fabricar. Os escribas só as utilizavam para copiar textos importantes. Foram encontrados papiros perfeitamente conservados após vários milhares de anos.

Papiros para iluminar, para vestir, para mobilar e para comer!
As hastes secas servem para alimentar o fogo ou construir cabanas. A medula é utilizada como mecha de archote para iluminar. Com a casca, os Egípcios entrançam cestos, esteiras, saiotes, sandálias, gaiolas e os passadores. As hastes jovens são comidas em salada, a medula é assada no forno. Em contrapartida, não se podem dar as folhas aos animais porque são cortantes.

O papiro na arte
Os talhadores de pedra inspiraram-se na forma dos papiros para desenharem e esculpirem as colunas dos templos. Os artistas egípcios representam-nos muitas vezes nas suas pinturas e esculturas.
Colunas com capitéis em forma de papiro (Templo de Hórus, Edfu)
Um símbolo de juventude
O papiro é o símbolo do rejuvenescimento, juventude e da alegria. Faz parte das oferendas apresentadas à divindade com cabeça de vaca, Hator, deusa associada à alegria e ao amor.

ALGUMAS PERGUNTAS
1. No Egito, onde crescem os papiros?
2. Descreve, com palavras tuas, a planta do papiro.
3. Indica três utilizações dadas ao papiro.
4. Porque razão os Egípcios utilizam papiro para construir os seus barcos?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Efemérides da História Lusófona: #8 A proclamação da República (5 de outubro de 1910)

– Viva a República! A Monarquia chega ao fim –
     O assassínio do rei D. Carlos e do príncipe herdeiro D. Luís Filipe, em 1908, marcou o princípio do fim da Monarquia em Portugal. O novo rei, D. Manuel II, teve de assumir o trono com apenas 18 anos, não estando preparado para as funções de monarca. D. Manuel tentou acalmar o ambiente tenso e agitado que se vivia. Demitiu João Franco, até então chefe do governo, considerado responsável pela insatisfação que levara ao regicídio e nomeou um governo constituído pelos vários partidos apoiantes da Monarquia. Mas o ambiente político estava cada vez mais instável e os partidos monárquicos envolviam-se em lutas que pareciam não ter fim. Entretanto, o Partido Republicano ganhava apoio e venceu mesmo as eleições para o Município de Lisboa, em novembro de 1908. Os escândalos sobre a atividade dos governos sucediam-se, muitas vezes exagerados pela imprensa simpatizante dos republicanos. Em 1909, o rei procurou obter apoios para o regime monárquico, em especial junto do rei de Inglaterra, Eduardo VII, mas sem sucesso.


D. Manuel II, ultimo rei de Portugal

     Por fim, o inevitável aconteceu. No dia 4 de outubro de 1910, às primeiras horas da manhã, começou a revolução. Tropas republicanas ocuparam a Rotunda, em Lisboa, e uma posição próxima do Palácio das Necessidades, no bairro de Alcântara, residência do rei D. Manuel II. Os revoltosos conseguiram também que três navios de guerra ancorados no Tejo aderissem à causa republicana, chegando mesmo a bombardear o palácio real. Depois de um dia de muita ansiedade, no dia 5 os republicanos conseguiram triunfar. A República foi proclamada por José Relvas, um dos principais líderes republicanos, na varando do edifício da Câmara de Lisboa.
A proclamação da República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, a 5 de outubro de 1910


A primeira página do jornal O Século, de 6 de outubro de 1910

    D. Manuel II tinha partido para Mafra para libertar a sua guarda pessoal para o combate aos revoltosos. Após saber do triunfo da revolução, dirigiu-se à Ericeira, onde embarcou no iate real Amélia. Acompanhando da mãe e da avó, partiu para o exílio para Inglaterra. Tinha acabado a Monarquia em Portugal.
Alegoria da proclamação da República Portuguesa.
Litografia de Cândido da Silva.

– Machado Santos –
     António Maria de Azevedo Machado Santos nasceu em Lisboa, em 1875, filho de um pequeno comerciante. Em 1891 (o ano da revolta republicana no Porto), alistou-se na Marinha, seguindo a carreira na Administração Naval, chegando a segundo tenente. Politicamente, foi militante de movimentos de esquerda monárquica, aproximando-se depois dos republicanos. Opôs-se ao governo ditatorial de João Franco e tornou-se membro da Carbonária, uma organização secreta que pretendia derrubar o regime monárquico, se necessário pela força das armas. Machado Santos foi um conspirador eficiente que conseguiu mobilizar para a causa republicana vários jovens recrutas. Quando se preparou a revolta de outubro de 1910, era uma das figuras principais. Na madrugada de 4 de outubro, apesar de alguma descoordenação entre os dirigentes republicanos, Machado Santos, após tomar os quartéis de Infantaria 16 e Artilharia 1, dirigiu-se para a Rotundo, no topo da avenida da Liberdade. Durante todo o dia resistiu aos ataques das tropas leais à Monarquia, sendo um dos poucos líderes revoltosos que não abandonou a sua posição. A sua determinação foi fundamental para o triunfo dos republicanos. Na manhã do dia 5 de outubro, foi proclamada a República Portuguesa. Apesar de ser um dos principais responsáveis pelo triunfo republicano, Machado Santos opôs-se depois à maioria dos governos republicanos por não concordar com muitos dos políticos que os integravam. Foi assassinado por rebeldes monárquicos em outubro de 1921.
António Machado Santos, herói da revolução de 5 de outubro.

– A Rotunda –
     Este local estratégico na cidade de Lisboa foi da maior importância para o triunfo da revolução republicana. Situada no topo da avenida da Liberdade, a Rotunda controlava o acesso à parte alta da cidade. O plano republicano era reunir às tropas que tomaram a Rotunda os marinheiros dos navios de guerra que aderiram à revolta. O objetivo era isolar as tropas monárquicas do Quartel do Carmo.
Membros da Carbonária nas barricadas da Rotunda.

     As primeiras horas da revolta trouxeram notícias pouco animadoras e muitos oficiais republicanos, receando que a operação falhasse, decidiram abandonar a Rotunda. Mas as tropas lideradas por Machado Santos e auxiliadas por muitos civis membros da Carbonária mantiveram-se no local. A resistência a posição da Rotunda foi assim essencial para o triunfo da revolução.

– Os Novos símbolos –
     O novo regime republicano escolheu novos símbolos nacionais para marcar a diferença em relação à monarquia. A bandeira azul e branca foi substituída. Um concurso é lançado e várias propostas de bandeira são apresentadas.
As propostas de bandeira nacional apresentadas em 1910.

     Em 1911, o novo estandarte nacional recebe aprovação constitucional: vermelho, para lembrar a conquista, a vitória e o sangue; verde, cor da esperança, simbolizando a importante mudança então vivida no país; a esfera armilar, apanágio dos Descobrimentos; as cinco quinas, homenageando os defensores da independência portuguesa durante a História; os sete castelos, representativos da fundação da nação portuguesa.
O projeto adotado. A atual bandeira nacional.

     Além da bandeira, o governo republicano adotou também uma nova moeda, o escudo, e um novo hino – A Portuguesa, a marcha composta em 1890 em resposta ao Ultimato Inglês.
Moeda de 1 escudo (1916)


Para saber mais:
http://www.ensina.rtp.pt/artigo/d-manuel-ii-1889-1932/
http://www.ensina.rtp.pt/artigo/5-de-outubro-1910/
http://www.centenariorepublica.pt/

Fonte: Ruben Castro e Ricardo Ferrand, Grandes datas de Portugal (1096-2007), Texto Editores, Lisboa, 2011.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

À volta dos livros: #3 Luís Sepúlveda - História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar

SEPÚLVEDA, Luís- História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, Porto, Porto Editora, 2015.

Obra recomendada pelo PNL/Plano Nacional de Leitura para alunos do 7°ano-5ème

Estamos em Hamburgo, no norte da Alemanha, os pescadores recolhem as suas embarcações no porto de pesca. De repente, uma gaivota cai ao mar;  num mar poluído com petróleo negro como a noite. Debatendo-se com a lamacenta matéria, consegue finalmente livrar-se dum trágico fim. A muito custo voa até uma varanda onde, antes do último suspiro, dá vida a um belo e alvo ovo. É então que aparece Zorbas, um gato preto, grande e gordo...

Prof. Cecília Morais

sábado, 30 de abril de 2016

À porta da História - RTP



«A série documental que aqui apresentamos traz para o domínio do grande público 13 portugueses que se destacaram no seu tempo e, através das suas ações e/ou da sua obra, conquistaram um lugar na galeria de notáveis. Acima de tudo, são personalidades com percursos inesperados e cheios de curiosidade que nos vão entusiasmar. Personalidades que, por vários acasos do destino, foram deslizando para uma zona obscura do mediatismo histórico. Foram notáveis. Fizeram obra. Muitos deixaram seguidores e influenciaram as gerações seguintes. Mas são, hoje, pouco recordados nas efemérides, nas comemorações, nos manuais escolares, nas páginas de jornais - enfim, na nossa agenda mediática coletiva.»

CLIQUE nos episódios!

1896-1958
jogador, treinador e jornalista desportivo
co-fundador do jornal ABola
«Cidadão do mundo, defensor da liberdade até às últimas consequências, sai do campo de concentração para o campo de futebol. Alentejano, antifascista, funcionário dos CTT, jornalista, jogador, treinador e selecionador nacional, Cândido Fernando Plácido de Oliveira torna-se um espião valioso para os Aliados durante a 2ª Guerra Mundial. Toda a sua vida é uma corrida contra o tempo, mas com que vida é que entra na História?!...»

1894-1981
cantora lírica
autora do muito popular manual de cozinha portuguesa, O livro de Pantagruel
«Numa época em que as mulheres estavam destinadas a serem apenas donas de casa, esta mulher nascida em Moçambique, empreendedora e irreverente, estuda música, viaja pela Europa, lança uma linha de cosméticos e muda para sempre os hábitos culinários dos portugueses. Esta é a história de Bertha Rosa-Limpo, cantora lírica e senhora da alta sociedade lisboeta que não sabia estrelar um ovo quando se casou e que criou o "O Livro de Pantagruel", o manual de cozinha mais popular do séc. XX português.»

1992-1978
economista e professor universitário
estudioso da presença judaica em Portugal
«Economista, intelectual, apaixonado pela História, Moses Bensabat Amzalak, nascido em Lisboa em 1892, tem o grande sonho de trazer mais indústria e saber a um país essencialmente agrícola e cinzento.»

1891-1946
guitarrista e compositor de fado
«O fado é a sua vida e a guitarra a sua voz. Armandinho deixa para a História uma técnica e músicas que continuam a influenciar as novas gerações de guitarristas de fado.»

1884-1960
medico, político, escritor e historiador
«A sua vida é um combate pela liberdade. Da greve académica em 1907, até aos bancos da Assembleia Nacional, este intelectual beirão, amante da terra portuguesa, mas forçado ao exílio, está sempre pronto a largar os livros para lutar contra as ditaduras. Enquanto esse dia não chega, Jaime Zuzarte Cortesão, nascido em 1884, em Ançã, Cantanhede, assina discursos exaltados, poemas heroicos e faz aquilo que mais gosta. Escreve a História que se lê como o prazer de um romance.»

1878-1911
médica e feminista
primeira mulher a votar em Portugal
«Médica-cirurgiã, ativista e sufragista, dividiu as mulheres e uniu os homens. Carolina Beatriz Ângelo, natural da Guarda, foi a 1ª mulher a operar no Hospital de S. José. Derrubou preconceitos. Ganhou e perdeu batalhas. Onde muitos ergueram muros, ela abriu portas, escolhendo sempre o caminho mais difícil: o de não desistir. Foi a primeira mulher a votar em Portugal. Em Maio de 1911 entra numa sala cheia de homens e arriscando a sua reputação...fica na História!»

1868-1933
padre, cientista e inventor
precursor do aproveitamento da energia solar
«Visionário e inventor é padre, cientista e um enigma. Toda a sua vida é uma busca pelo saber. Interessa-se por religião, medicina, engenharia, economia, ecologia e educação. Para este padre nascido em Cendufe, em 1868, a ciência é um instrumento para o bem comum. Incompreendido pelos seus contemporâneos, Manoel António Gomes mais conhecido como Padre Himalaia vive muito à frente do seu tempo. Mas a História dar-lhe-á razão.»

1862-1931
revolucionário republicano
pioneiro do cinema, realizando o primeiro filme em Portugal
«Comerciante de sementes, com gosto pelas flores, captou com a sua máquina fotográfica e o seu imenso talento os últimos dias da monarquia. Apaixonado por tudo o que fazia, Aurélio Paz dos Reis, nascido no Porto, fotógrafo e pioneiro do cinema em Portugal, viveu para provar que uma imagem vale mais que mil palavras. Um dia, saiu à rua imortalizando um acontecimento trivial num dos marcos da História do país.»

1854-1929
escritor e militar
orientalista
«Segue os passos de Camões, Fernão Mendes Pinto e Camilo Pessanha. Parte para as terras do sol nascente. Vive em Macau. Visita a China e apaixona-se pelo Japão. Como não consegue levar Portugal para o Oriente tem a obsessão de trazer o Oriente para Portugal. A história de Venceslau José de Sousa Morais, nascido em 1857, em Lisboa, é um convite à viagem, à descoberta e ao exótico, tudo para que a nossa vida seja um livro de aventuras e não um conto de banalidades.»

1850-1898
oficial da Marinha portuguesa
explorador do continente africano
«Transforma um desafio numa paixão. A grandiosidade da paisagem africana, a surpresa da descoberta de novas terras, animais e costumes são o seu dia-a-dia em viagens solitárias e incertas. Numa época em que Portugal precisa de heróis para defender os seus territórios em África, o jovem explorador não hesita e parte para o desconhecido. Roberto Ivens, nascido em 1850 em Ponta Delgada, Açores, conhecido pelos companheiros de infância pela alcunha de Roberto do Diabo, suporta o cansaço, a fome, a sede, as febres e o desespero e caminha milhares de quilómetros para entrar na História.»

1843-1897
médico e professor universitário
benfeitor público
«A Medicina é a sua vida e a sua religião. Nasce no povo e chega a médico da família real, mas não esquece as suas origens. Vai aos bairros pobres de Lisboa tratar e dar auxílio. Percorre o país e a Europa em busca de conhecimento. Afasta charlatães e curandeiros. Não acredita em mezinhas e rezas. José Thomaz de Sousa Martins, nascido em 1893 em Alhandra, cria uma legião de admiradores em vida que o idolatra na morte. Nasce para ser médico fica para a História como santo.»

1872-1956
aristocrata, escultora
fundadora das Cozinhas Económicas
«Aristocrata numa sociedade burguesa, artista no meio de homens, lutadora entre operários miseráveis. Na arte procura o ideal de beleza, na rua enfrenta a realidade da pobreza. Vive em palácios, trabalha em cozinhas. Sonhadora de impossíveis, Dª Maria Luísa de Sousa Holstein Beck, 3ª Duquesa de Palmela, deixa para a História uma obra social tão duradoura como as suas esculturas.»

1828-1912
poeta, ensaísta
gastrónomo
«Nascido em Bilbau, filho de pai português e mãe espanhola, poeta, monárquico, memorialista, burocrata, gastrónomo e amante de caça percorre os ambientes boémios de Lisboa, nos finais do séc. XIX, em busca de glória. Raimundo António de Bulhão Pato ficará para a História não pela sua veia poética mas pelo nome do petisco que nunca cozinhou mas ao qual deram o seu nome.»

RTP (Langform).svg

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Abril na imprensa...

Hoje, talvez assim fosse pelos jornais deste mundo...

República, PORTUGAL

The Guardian, GRÃ-BRETANHA

Aftonbladet, SUÉCIA

El País, ESPANHA

Le Monde, FRANÇA 

La Repubblica, ITÁLIA

The New York Times, ESTADOS UNIDOS

Novaya Gazeta, RÚSSIA

Süddeutsche Zeitung, ALEMANHA

Politiken, DINAMARCA

De Volkskrant, PAÍSES BAIXOS

Aftenposten, NORUEGA

Asahi Shinbun, JAPÃO


conceção: Miguel Guerra

sexta-feira, 4 de março de 2016

Falando japonês em português...


     A comunidade japonesa no Brasil é uma das mais importantes do país. O início da imigração japonesa no Brasil remonta aos inícios do século XX; oficialmente, usa-se a data de 18 de junho de 1908, altura em que o navio japonês Kasato Maru atraca no porto de Santos. Da embarcação saem 781 lavradores prontos a trabalhar nas fazendas do interior da região paulista. Durante todo o século XX, a chegada de imigrantes é constante. Hoje, contam-se cerca de 1,5 milhão de japoneses e descendentes no território brasileira, contribuíndo para a mestiçagem da população e para o enriquecimento da sua cultura.

O navio Kasato Maru no porto de Santos (18/06/1908)

     A seguir, um conto japonês... em português.



 In As História Preferidas das Crianças Japonesas, Livro I, São Paulo, Editora JBC, 2005.